ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 23/05/2022

A falta de empatia nas relações sociais no Brasil é um fenômeno nocivo. De tal modo que ele se manifesta na forma de diversas calamidades, como, preconceito homofobia, racismo, etnias religiosas, entre outros. A falta de empatia nada mais é do que uma pessoa incapaz de compreender uma situação sob um ponto de vista que não seja o dela mesma, dificultando um convívio em sociedade, por exemplo.

Ademais, de acordo com os estudos feitos pela UFPB, Universidade Federal da Paraíba, em 2019, 42,6% dos jovens apontam déficit de empatia e 31,1% mostraram ter alguma dificuldade no desenvolvimento de relações afetivas. Isso é um grande problema, já que a falta de empatia faz com que desumanizemos o outro e, com isso, nos tornemos menos humanos, mais egoístas, mais individualistas, mais competitivos e mais insanos.

Contudo, o ser humano necessita de convívio social para se livrar cada vez mais das indiferenças propriamente sociais. Em 2020, durante a pandemia, o Papa Francisco fez um discurso onde falava “Nós somos sociais, precisamos viver nesta harmonia social. Mas quando há egoísmo, o nosso olhar não vai para os outros, para a comunidade, mas volta para nós mesmos e isso nos torna feios, maus, egoístas. Mostrando que de fato a sociedade precisa ter um olhar mais amplo sobre suas diferenças, e entender que o ser humano precisa ser sociável e empático para desenvolver melhor sua convivência.

Com isso, para minimizar a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, precisa-se tomar medidas. Já que a antipatia pode ser iniciada nas escolas, o Ministério da Educação deve inserir no currículo escolar, aulas sobre o tema abordado, com o intuito de criar debates entre os alunos para que os mesmos possam pensar e entender sobre o tema. Além disso, são necessárias medidas que atenuem a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Logo, a fim de diminuir o crime de ódio, o Estado deve desenvolver um projeto que incentive a denúncia de violência moral, por meio de propagandas nas redes de comunicação, dentre as quais, televisão e mídias sociais.