ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 23/05/2022

Segundo o filósofo australiano Roman Krznaric, empatia é sobre “achar a humanidade compartilhada”. O especialista é autor do livro “O poder da empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo” e afirma que a empatia é o antídoto para a mudança social.

É notório o crescimento da falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Pode-se notar grande influência do individualismo, que torna a pessoa egocêntrica ao ponto de não ter sentimentos com outros. Embora grande parte da população brasileira seja carismática e afetuosa, ainda há pessoas que mantém seus problemas no topo de suas relações.

Uma pesquisa, divulgada em 2016 pela Universidade Estadual de Michigan (EUA), conclui que num comparativo entre países, o Brasil está em 51º lugar, em um ranking de empatia. Foram avaliadas 63 nações. Essa incapacidade de uma pessoa se colocar no lugar de outra, dá espaço à corrupção, à falta de palavra, à agressão, à luta pelo poder, a uma sobrevalorização do dinheiro e dos bens materiais.

Contudo, é necessário medidas para diminuir a porcentagem de pessoas apáticas no Brasil. Essa característica pode se desenvolver no ser humano durante sua formação na escola e sua educação em casa, portanto o Ministério da Educação deve inserir no currículo escolar, aulas sobre o tema, com o intuito de criar debates entre os alunos para que os mesmos possam pensar e refletir suas ações. Além do ministério, ONGs como “amor em ação’’ ou “ação comunitária no Brasil” podem elaborar palestras e campanhas sobre a empatia e o impacto dela na sociedade, desse modo as pode-se combater a apatia nos meios sociais brasileiros.