ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 23/05/2022
No livro “Os sete maridos de Evelyn Hugo”, a personagem principal, na qual é uma atriz de sucesso reconhecida mundialmente por seu trabalho, é uma mulher bissexual que nunca teve a chance de revelar isso para mídia e ser feliz ao lado da mulher que amava, por conta do medo da opressão que poderia sofrer. Na sociedade em que vivemos casos assim não são incomuns, sendo presentes principalmemente entre jovens que não se sentem seguros para se abrirem com seus próprios familiares.
O Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo, segundo um relatório feito em 2021 pela Transgender Europe (TGEU), estando nessa posição há 13 anos consecutivos. A população brasileira tem grande parte de seus cidadãos famílias tradicionais e com mentes mais fechadas, isso reflete no número de casos relatados durante os últimos anos de pessoas oprimidas por conta de sua orientação sexual, raça, gênero entre outras questões que são consideradas fora do convencional estabelecido pela comunidade.
Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), um LGBT+ é agredido a cada hora no país, criando um cenário de horror pela falta gritante de empatia das pessoas umas com as outras. “É uma violência contra homossexuais e uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social negar permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais.”, diz o doutor Draziu Varella, expressando da forma mais genuína como as pessoas dessa comunidade se sentem vivendo em um país em que os mesmos não tem direitos básicos que todo ser humano deveria ter. Isso demonstra, portanto, que a população deve criar maior empatia pelas pessoas independente de seu gênero, cor ou orientação sexual.
Em suma, deve ser conscientizado a necessidade de empatizar com seu próximo, atitude básica que nunca deveria ser cobrada mas que infelizmente é preciso. O Ministério da Educação deve proporcionar palestras em escolas, transmissão de “lives” em suas redes sociais permitindo o acesso de grande parte da população, criação de projetos que procurem ensinar às pessoas que não tiveram acesso à educação na infância para que tenham como entender esses assuntos e criar
respeito pelo que não conhece, sendo assim, as pessoas criariam empatia e teriam mais consciência fazendo com que casos de agressão contra essas minorias diminuíssem.