ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 23/05/2022

Na nova série da Netflix “Heartstopper”, conhecemos Elle Argent, uma personagem abertamente trans. Na série, é retratado como Elle optou por mudar de escolas par a uma exclusiva para meninas, após sofrer um bullying intensivo de seus antigos colegas de escola. No Brasil, esse cenário transfóbico acabou por se tornar comum no dia-a-dia, e, mesmo vendo, a população age com indiferença, pelo simples fato das pessoas da comunidade trans serem consideradas diferentes do que a sociedade adotou como “tradicional”. Essa falta de empatia à comunidade resulta, na maioria das vezes, em homicídios ou até suicídios.

Tais acontecimentos não são exclusivos da série adaptada, mas a aversão às pessoas trans acabou por se tornar algo comum no cenaŕio brasileiro, sendo o Brasil o maior país com índices de assassinato por transfobia. Tal pensamento sobre aqueles que não se sentem confortáveis com seu gênero biológico faz com que as pessoas trans não se abram sobre o assunto com seus próprios parentes ou amigos, com o medo de serem julgados, deserdados e excluídos, o que resulta com que o indivíduo acabe se sentindo mal consigo mesmo por não poder expressar sua identidade de gênero. Para desviar, haveria a possibilidade da execução de palestras sobre tal assunto pelo Ministério da Educação tanto para os alunos quanto aos pais, de modo que os indivíduos trans possam se sentir mais acolhidos.

Uma maneira de se diminuir esses índices de transfobia, seria a mobilização das autoridades competentes contra essa agressão, bem como campanhas e movimentos contra esses crimes, além do compartilhamento de blogs e postagens contra a transfobia, a fim de conscientizar a população da realidade das pessoas trans, assim diminuíndo os índices de assassinatos.