ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 23/05/2022
Com o advento da revolução tecnológica nos séculos 20 e 21, não apenas as relações materiais mudaram, mas as relações pessoais. Porém diante de todas essas rápidas mudanças, nos dias atuais a falta de empatia nas relações sociais ora se torna movida por interesses individualistas, ora pela adaptação a novas possibilidades de vida. Sob análise, é certamente necessário que cada cidadão considere o que é benéfico para ele, entretanto, sem deixar de pensar no próximo. Segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro do Brasil, os brasileiros sempre priorizaram interesses individualistas, sem analisar o impacto na sociedade.
Nessa perspectiva, pessoas com poder monetário, influência política ou midiática começam a ditar o que é melhor para a sociedade como um todo, que na realidade, consideram apenas seus interesses - então o sofrimento que pode ser gerado por eles não lhes pertencia.
Assim, é inconcebível que um país tão misto, que viu tantos de seus habitantes sofrer falta de atenção, tolere ações egoístas, sejam pequenas ou grandes.Além disso, devem ser destacados os novos estilos de vida trazidos pelas tecnologias e acordos comerciais entre países.
Segundo o sociólogo polonês Zygmund Bauman, a sociedade vivencia a modernidade líquida, ou seja, assim como os bens são facilmente jogados fora diante de novos lançamentos, os relacionamentos também são facilmente jogados fora. Desse modo, é repugnante conceber que à medida que a sociedade brasileira caminha para o progresso, infelizmente se esqueça do que mais precisa para alcançar: a empatia.
Portanto, diante desse cenário, é que o governo federal, por meio da Secretaria de Cidadania, não só cria uma campanha para todos os sociais com uma lista de atitudes mais empáticas entre as pessoas, mas também promove momentos de discussão no ensino básico sobre como as pessoas podem desenvolver a empatia para diminuir as individualidades. Isso deve mitigar a negligência com outros e promover a empatia nacional.