ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 23/05/2022

No início do ano de 2020, logo após o surgimento do coronavírus, o Brasil passou por escassez de suprimentos importantes nos mercados. O álcool em gel e as máscaras estavam esgotados pois muitos compravam em massa, deixando outros sem esses produtos cruciais. A falta material desse episódio reflete a falta de empatia nas relações sociais do país. Deste modo, é necessária uma manutenção nos valores sociais da população para que situações tão perigosas não se repitam.

Seguindo essa visão, o excesso de individualismo na sociedade brasileira é evidente e implica na existência da falta de empatia. O filósofo Zygmunt Bauman já sugeria em sua teoria das relações líquidas que os indivíduos modernos estão mais preocupados com os próprios interesses, se distanciando facilmente de outros e não sendo capazes de criar qualquer relação empática. Por isso as relações são cada vez mais fluídas e instáveis.

Adotando a mesma perspectiva, é possível relacionar o lapso de empatia nas relações também com a Teoria do Fato Social de Émile Durkheim. O individualismo está tão enraizado na sociedade moderna que o fato de existirem 200 mil pessoas em situação de rua, segundo o IBGE, e outras vulnerabilidades no Brasil não é tratado com urgência. Sendo considerado um fato social normal, o que indica que medidas precisam ser tomadas.

Visto os fatos mencionados, a falta de empatia nas relações sociais no Brasil é tamanha que ameaça as condições da própria população entre si, se mostrando necessário uma intervenção. Assim, o Ministério das Comunicações deve agir e por meio de campanhas midiáticas e palestras, conscientizar a população. Com ênfase em escolas e locais de trabalho, onde pessoas convivem em grupo. Para que relações mais profundas e saudáveis entrem em ação provocando uma mudança nos valores sociais. Afim de impedir que situações como a falta de suprimentos essenciais em mercados se repita.