ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 23/05/2022
Tendo em vista a forma como a sociedade brasileira foi construída e tendo como conceito da palavra empatia, segundo o dicionário “dicio”, o ato de uma pessoa se colocar no lugar de outra, é impossível negar que em várias situações do cotidiano no Brasil, convive-se com a falta da mesma em diversas relações sociais, a ponto dessa realidade que deveria ser um problema se tornar algo “normal” ou “aceitável” no ideal dos brasileiros.
Assim , torna-se visivel como problemas sociais vivenciados em nosso passado, como a escravidão, a repressão dos indigenas, os golpes políticos, a expulsão dos pobres para as periferias das cidades e muitos outros, formaram, no ideal do povo brasileiro, uma visão extremamente individualista de mundo, onde um vai sempre estar prestes a “passar a perna” no outro e que, para não se tornando vítima, é necessário estar disposto a fazer o mesmo, isto é, estar disposto a, se necessaŕio, prejudicar outras pessoas desde que se alcance os objetivos individuais visados.
Esse tipo de situação é extremamente preocupante, pois acaba criando uma falta de confiança mutua e, assim, abalado de maneira direta as relações sociais. É importante lembrar que outras partes da sociedade acabam sendo abaladas por essa defasagem na relação entre as pessoas, por exemplo, a partir do momento em que uma pessoa vê na outra uma espécie de “inimigo”, um não ajuda mais o outro e fatores como a desigualdade acabam crescendo e por conseguinte fatores como a violência, a fome, a pobreza e a miséria.
Entretanto, esse problema pode ser resolvido de uma forma que, apesar de levar tempo, acaba sendo simples e efetiva: a educação. É difícil mudar a mentalidade de uma pessoa com conceitos formados, mas não de uma criança que ainda está no processo de criação de conceitos, por isso, mais do que levar adultos a criar um senso de convivência empático, é importante levar as crianças a já crescerem com esse senso. Assim, não só essa mais as próximas gerações podem viver em um Brasil cuja empatia nas relações sociais seja uma realidade cotidiana.
Essa seria uma forma de resultado a longo prazo, mas para os dias atuais, o que pode ser feito são apenas campanhas do próprio Estado incentivando as pessoas a ajudarem-se mutuamente, formando assim um Brasil melhor.