ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 30/05/2022
Ao afirmar, em sua célebre canção “O Tempo Não Para”, o poeta e compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro o passado, partindo da ideia de que não aprendemos com os erros pretéritos, principalmente no que diz respeito à falta de empatia entre seres humanos, e teima-nos em repeti-los, mesmo diante de novos conhecimentos e tecnologias que deveriam ser suficientes para que nunca mais cometêssemos.
Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a violência motivada pelo preconceito está entre as principais consequências da indiferença. Nessa óptica, de acordo com a Semadar Marques, educadora e palestrante, “A violência nasce da desconexão e da falta de empatia. Estamos distantes uns dos outros e ainda carregamos uma gama de preconceitos […]”. Nos dias atuais existem vários recursos de difusão de conhecimento e fácil acesso à população, como as mídias sociais, que são capazes de mostrar ao toque de um dedo, diferentes culturas, povos e costumes. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno século XXI, as pessoas não tenham capacidade de colocar-se no lugar dos outros e terem a consciência de que somos todos iguais.
Além disso, a intolerância é mais um dos problemas graves desse impasse, sendo assim, de acordo com a Declaração de Princípios sobre a Tolerância da ONU, tolerar é agir com respeito, com aceitação e com apreço pela diversidade em todos seus âmbitos. O que não vem sendo praticado, já que ainda existem muitos casos de homofobia, racismo e machismo. Os seres humanos ainda tem certa dificuldade de demonstrar compaixão, aceitar o diferente e não julgar, mesmo possuindo diversos meios para entender e agir de forma correta.
Tendo em vista os aspectos apresentados, é necessário criar ações suficientes para conter a falta de empatia nas relações sociais do Brasil. Para tanto, o Governo Federal, principal responsável pela manutenção da harmonia social, por meio do Ministério do Direitos Humanos, deve promover palestras e políticas públicas com temas relacionados a inclusão das minorias, em ação conjunta com o Ministério da Educação, elaborar conteúdos sobre aceitação e diversidade a serem ministrados já nos anos mais básicos da educação, para conter o preconceito e a falta de empatia em sua raiz.