ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 02/06/2022

Psicológicamente, ter empatia é possuir a capacidade de se colocar no lugar do outro, pensando em seus sentimentos e emoções ao estar naquela determinada situação.

Para o filósofo australiano Roman Krznaric, empatia é sobre “achar a

humanidade compartilhada”. Não é apenas se colocar no lugar dos outros com

seus próprios preconceitos e estereótipos. Se trata de conversar e realmente

ouvir o que o outro sente e pensa. É ampliar seu pensamento para de fato se

posicionar no lugar do outro sem que suas barreiras o julguem ou o oprimam. A falta desse entedimento se dá pelo conjunto do consumo exagerado, do egoísmo, da soberba, do roubo e da violência.

A falta de empatia nas relações sociais no Brasil se mostrou bastante presente, por exemplo, durante o período de pandemia, onde grande parte das pessoas por falta de empatia com os demais familiares e amigos que tinham contato, desrespeitaram as ordens de confinamento e isolamento social, indo à encontros sociais proibidos e se recusando a usar máscara para a prevenção do vírus.

Além disso, a presença da extrema e absurda lacuna de desigualdade social implantada no país somado ao conjunto de caos e narcisismo que cresce desenfreadamente, os casos de “crimes de ódio” no Brasil crescem, chegando a números extremos.

O desenvolvimento escasso de debates sobre como começarmos a ser

empáticos desde a infânca auxilia diretamente na propagação da falta de empatia realizada no Brasil. Portanto, é necessário que as instituições escolares proponham e instiguem seus alunos a debater e considerar a vontade do próximo, não apenas a sua própria. Além disso, são necessárias campanhas que estimulem e discutam a importância e o espaço que a empatia deveria ocupar na sociedade e nos direitos de todos.