ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 06/06/2022

Há uma falta de empatia nas relações sociais do Brasil, é fato. Alguns estudos mostram que as pessoas são mais propensas a prejudicar, ou ferir outras ao presumir que as mesmas não são justas de acordo com a lei. No mundo atual, percebesse como a falta de empatia faz com que desumanizemos o outro e, com isso, torna as pessoas menos humanas, mais egoístas, individualistas, competitivas e claramente mais insanas.

Convém ressaltar, que a falta de empatia é capaz de destruir uma nação cujo ainda não compreendeu a total fatalidade de acontecimentos que podem gerar na sociedade. A falta de compreensão e afeto ao próximo, pode-se adoecer por completo, gerando frustrações, inseguranças, medos e até mesmo isolamento social. Desde os primórdios, as relações sociais surgem em uma sociedade na qual a soberania está acima de tudo, onde quem está no maior patamar se defere de quem está abaixo.

Ao olhar para o Brasil, percebe-se que as más atitudes de líderes brasileiros estão causando o efeito oposto, influenciando as pessoas a serem mais egoístas e narcisistas do que empáticas. Essa afirmação pode ser evidenciada no sistema judicial brasileiro, pois de acordo com dados da World Prison Brief (WPB), o Brasil detém a terceira maior população carcerária do mundo, apresenta superlotação em grande parte das prisões e mantém um alto índice de reincidência.

Com isso, a frase “bandido bom é bandido morto” foi uma das mais faladas por membros do Governo Federal entre os anos de 2018 e 2022, o que aumenta ainda mais, a falta de comprometimento do próprio estado brasileiro com o cumprimento dos direitos humanos e com a vida em sociedade.

Contudo, é importante que os veículos de comunicação (TV, internet, rádio, jornal etc.), incentivem e demonstrem à população a necessidade da empatia. Também é necessário que o Governo Federal seja responsabilizado pelas falhas no exercício de seu poder político, e busque a mudança de sua gestão governamental, por meio de investimentos dos ministérios da Educação e da Economia, visando a reabilitação dos prisioneiros, e nas escolas, a fim de ensinar a todos sobre modelos conscientes e saudáveis de convívio social.