ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 06/06/2022
O filme “Extraordinário” conta a história de Auggie, um garoto de 10 anos que nasceu com uma síndrome que causa deformação facial. Ao ingressar no colégio ele encontra dificuldades para se socializar e lida com situações de descriminação por causa de sua aparência. Ao sair da ficção, observa-se que a problemática abordada na obra esta presente na sociedade brasileira devido à falta de empatia nas relações interpessoais. Nesse contexto destaca-se a importância de discutir esse problema e diminuir suas consequências como os crimes de ódio.
Nessa perspectiva, é fundamental evidenciar que a mídia e a população brasileira pouco discute sobre a importância da tolerância e do desenvolvimento dos sentimentos de solidariedade e empatia para com as diferenças do próximo. De acordo com uma pesquisa feita em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 4,8% dos brasileiros realizaram trabalhos voluntários. Dessa forma, é notório que há pouca preocupação e disposição para ajudar nas dificuldades sofridas pelo outro.
Consequentemente, é valido ressaltar que muitas vezes, por não suportar as diferenças da outra pessoa, um individuo pode cometer um crime de ódio movido pela discriminação ou intolerância contra uma coletividade ou elementos específicos de raça, gênero, cor, religião, procedência nacional, etnia, entre outros. Essa atitudes são reflexos da falta de empatia e excesso de egoísmo presentes no corpo social atual.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve fazer campanhas nas mídias e nos veículos de comunicação e incentivar a criação de rodas de conversa nas escolas com o objetivo de construir coletivamente um entendimento sobre a importância da empatia como um valor e como uma competência que deve ser aprendida e cultivada, do olhar diferente para o próximo, do respeito aos direitos humanos e do auxilio a indivíduos de grupos minoritários que sofrem das mais diversas maneiras. Somente assim, situações como as retratadas no filme “Extraordinário” serão menos comuns no cotidiano brasileiro.