ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 09/06/2022
Em Medida Provisória, filme de 2022, dirigido por Lázaro Ramos, evidencia-se, por meio de uma narrativa distópica, a discriminação e a falta de empatia às minorias sociais no Brasil. No longa, o governo brasileiro cria um projeto de retorno aos países de origem dos antepassados da população preta, que foram escravizados, como reparação histórica. Disfarçado de uma boa ação, o preconceito é perpetuado, principalmente por aqueles que pregam amor ao próximo como a si mesmo, mas não o cumprem.
Historicamente, pode-se citar algumas atrocidades cometidas pela humanidade no decorrer dos últimos 1500 anos. Na Idade Média, ápice do teocentrismo, a Igreja Católica, por meio da Santa Inquisição, perseguia e assassinava aqueles que tinham opiniões diferentes da sua. Séculos adiante, no Brasil colonial, iniciou-se uma forte repressão contra as religiões de matriz africana, visto que o cristianismo era bastante presente. Tais acontecimentos reverberam, na atualidade, em atitudes preconceituosas e ausência de empatia no que tange às crenças alheias. Na religião Umbanda, por exemplo, os praticantes são, constantemente, chamados de “macumbeiros” por aqueles que a desconhecem.
Em contrapartida, Jesus Cristo, conforme as escrituras bíblicas, pregava a tolerância, a compaixão, o não julgamento e o amor ao próximo. Não coincidentemente, é por meio dos cristãos que o preconceito é tão presente há tantos anos. Lázaro, indivíduo que sofria de lepra e Maria Madalena, prostituta, foram pessoas extremamente condenadas pela população da época, há mais de 2 mil anos. Quem as acolheu foi Jesus, figura central da maior religião ocidental do planeta.
Por conseguinte, o Poder Legislativo deve instituir leis que protejam os oprimidos e punam os opressores no que diz respeito às ações não empáticas e discrimatórias. Cabe aos governos e municípios, juntamente às instituições escola, igreja e família, promoverem palestras, capacitações e políticas públicas, por meio de grupos oprimidos, acerca da importância da tolerância e do respeito, a fim de que a sociedade se torne, finalmente, inclusa, harmoniosa e empática como todos merecem viver.