ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 23/06/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante da nação, prevê no artigo 1°, o direito à dignidade e igualdade. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática ao se observar a falta de empatia nas relações sociais, tal pratica originado por falta de respeito entre as pessoas, consequentemente, impedindo o exercício da cidadania no corpo social. Diante do exposto, podem-se destacar como entraves para essa problemática a negligência governamental e a dificuldade burocrática como barreiras para mitigar esse problema no Brasil.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas estatais para combater a falta de empatia na sociedade brasileira, como a falta de aplicação prática da legislação que pune pessoas que prejudica a dignidade individual. Essa conjuntura segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre a função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a isonomia, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a dificuldade burocrática para receber denúncias de crimes de ódio em todo o território nacional. Segundo o “Mapa do ódio”, todos os estados sofre com algum crime provocado por falta de empatia e respeito, como o feminicídio. Diante do exposto, são notórios as causas que contribuem para a persistência do preconceito presente nos indivíduos, que não é combatido de maneira eficiente no Brasil.

Infere-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Justiça , órgão responsável pela manutenção pela ordem social,em parceria com as delegacias municipais, invista em site com “layout” intuitivo ao usuários da internet, por meio de recursos alocados pelo Tribunal de Contas, a fim de receber as denúncias e punir as pessoas que praticam crimes de ódio. Além disso, o poder Executivo, deve executar de forma rigorosa e impessoal as pessoas que cometem esse ato. Assim, consolidar-se-á uma sociedade com mais empatia, em que o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.