ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 02/08/2022
O Brasil é marcado pela exploração, visto que desde seu descobrimento seus recursos e classe trabalhadora são vítimas da opressão. Com o passar dos anos o país se tornou uma nação independente com cidadãos livres, porém abusos não deixaram de ocorrer, ainda registrando altos índices de violência e desmatamento. Tal atitude exploratória advém da falta de empatia nas relações sociais no Brasil, a qual se consolida pelo narcisismo exacerbado do homem contemporâneo, ou seja, atitudes destrutivas são reflexo do egocentrismo no país.
No que tange a questão da empatia no país, um aspecto significativo pode ser destacado. Em sua obra “Como é ser um morcego”, Thomas Nagel discute sobre a empatia e sobre o que é ser um indivíduo diferente. Com isso, ao haver uma análise do que é ser o outro, o indivíduo passa a repensar suas atitudes no ambiente no qual se insere, abrindo caminhos para discussões acerca da questão da desigualdade no país, por exemplo. Sendo assim, Nagel expõe o oposto do que é esperado para um cidadão contemporâneo ao evidenciar os efeitos do individualismo humano.
Por conseguinte, é outro aspecto importante pode ser considerado. Zygmunt Bauman definiu “Modernidade Líquida” como sendo a representação das relações humanas nos dias atuais, visto que as interações se tornaram frágeis e fugazes com o advento da tecnologia e do mundo globalizado. Tal descrição evidencia a falta de empatia na contemporaneidade devido à sua característica apática. Deste modo, Bauman expressa uma preocupação com o futuro de uma população indiferente ao outro.
Portanto, a falta de empatia no Brasil é uma consequência do narcisismo presente no homem contemporâneo. Para que tal problemática possa ser amenizada, é interessante que o Estado promova o trabalho voluntário e a discussão acerca do tema por intermédio de palestras em escolas e ambientes de trabalho, além de desenvolver campanhas midiáticas que ajudem a ilustrar os efeitos de uma sociedade egocêntrica ao mesmo tempo em que divulga programas de atividade voluntária. Assim, o país poderá se tornar um local livre de desigualdade.