ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 19/09/2022

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, as pessoas devem agir com espírito de fraternidade. Porém, tal postura não é verificada na questão da empatia nas relações sociais, uma vez que muitas pessoas são violentadas e descriminadas apenas pelo seu gênero, raça, religião e orientação sexual. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas o individualismo e a sensação de superioridade.

Dessa forma, em primeira análise, o individualismo é um desafio presente no problema. Zygmunt Bauman define a sociedade atual como extremamente individualista. Tal postura é claramente perceptível na falta de empatia nas relaçoes sociais, visto que os problemas que afetam a sociedade se dá pela falta de empatia das pessoas. Assim, sem a empatia necessária, esse problema se solidifica e se perpetua.

Em paralelo, a sensação de superioridade é um entrave no que tange ao problema. Grada Kilomba explica que certos corpos e identidade são descriminadas. De fato, tal desciminação é verificada nos crimes de ódio nas relações, visto que muitas das vítimas são violentadas e sofrem preconceitos por causa da sua identidade, religião, orientação sexual e etc. Assim, é preciso que essa identidade deixe de ser considerada inferior para que o problema seja superado.

Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o Conselho Federal de Psicologia deve criar um treinamento gratuito sobre empatia, por meio de aulas ao vivo nas redes sociais, a fim de combater o individualismo que gera crimes de ódio nas relações sociais. Tal ação pode, ainda, conter uma cartilha em PDF para ser baixada. Paralelamente, é preciso intervir sobre a sensação de superioridade presente no problema. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.