ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 19/09/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito à segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal benefício não se tem evidenciado com ênfase, na prática, quando se observam os desafios do combate à falta de empatia nas relações sociais no Brasil,dificultando, assim, a universalidade desse direito social tão importante. Diante dessa situação, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Nessa perspectiva, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para auxiliar no combate à falta de empatia na sociedade brasileira, como políticas públicas de combate à crimes de ódio no país. Nesse sentido, é importante salientar que diversos são os impactos gerados pela ausência de empatia nas relações sociais do Brasil: alto índice de violência, comunidades condenadas à miséria,uso indiscriminado dos recursos naturais, entre outros.Essa situação, segundo os ideais do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança, o que

lamentavelmente é evidente no Brasil.

Além disso, é fundamental destacar que o Brasil está entre os dez países com os maiores índices de crimes de ódio do mundo, segundo o portal G1. Esse cenário é reflexo da falta de empatia social, em conjunto com a negligência estatal em relação a essa problemática social. Vale salientar, ainda, que os crimes de ódio-gênero, raça, religião-é uma importante incógnita a ser solucionada para melhoria dos índices sociais do país. Logo, é inadmissível que esse cenário continue sendo uma realidade brasileira.

Percebe-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo federal, esfera de maior poder nacional, por meio da criação de políticas públicas, direcione verbas para a criação de órgãos especializados no combate à crimes de ódio no país, a fim de atenuar essa violência do Brasil. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais empática na qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, como afirma John Locke.