ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 17/10/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país prevê em seu artigo 6° o direito a segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Dificultando desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a nálise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de empatia na sociedade brasileira. Nesse sentido, os altos índices de criminalidade no país demonstram a inefetividade das ações do Estado para combater o problema. Essa conjuntura seguindo as ideias do filosófo contratualista John Locke configura-se como uma quebra do “contrato social” já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a segurança, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta da noção de pertencimento como impulssionadora do problema no Brasil. Segundo a Revista Pazes, por não saber “ser o outro”, o homem furta, rouba e violenta. Diante de tal exposto, se torna evidente que por a sociedade brasileira não estar mais conseguindo se ver no outro acaba por “escravizar” o outro, que por fim acaba por ser ele mesmo. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se portanto, a necessidade de que o Ministério da Cultura, orgão responsável por essa questão no Brasil por intermédio da criação de companhas publicitárias crie panfletos com o objetivo de conscientizar a população em relação a empatia e sua necessidade na sociedade. A fim de que a a sociedade se torne mais empática. Assim se consolidará uma sociedade mais segura, na qual o “contrato social” é cumprido, tal como afirma John Locke.