ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 28/10/2022

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido a cerca da falta de empatia nas relações sociais. Isso acontece devido ao individualismo e a modernidade liquida, fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, e imprescindível refletir e intervir em tais problemas em prol da plena harmonia social.

Além disso, conforme o conceito de “banalidade do mal”, termo cunhando pela filosofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo-isso evidencia o individualismo em presente nas relações sociais, configurando a trivialização da maldade que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Então, observa-se que as pessoas estão se tornando “vazias”, como consequência direta do individualismo intrínseco no amâgo dos cidadãos.

Em segundo lugar, é valido ressaltar a eminente preocupação da filosofia acerca das relações humanas. Presente nos pensamentos do filosofo contemporâneo Zygmunt Bauman, que prevê a “Modernidade liquida”, configurada em uma trivialização de amizades e relacionamentos amorosos casuais. Nesse viés, percebe-se que a população normalizou a fata de hombridade, como consequência isso tem gerado constante distanciamento social entre os cidadãos.

Portanto, fica a cargo da indústria midiática criarem campanhas informativas em plataformas de “streaming” e redes sociais como Youtube e Instagram, tendo como porta-voz especialistas no assunto, por exemplo, o neurocientista Eslen Delanogare. Isso deve ocorrer por meio de palestras, vídeos e cartas abertas sobre a falta de empatia nas relações sociais. Essa ação tem a finalidade remediar não somente o individualismo, mas também a modernidade liquida, contrapondo o elucionado por Zygumnt Bauman pela perda de sentido de comunidade em um mundo individualista.