ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 25/10/2022

Segundo a Lei da Inércia de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à falta de empatia nas relações sociais no Brasil, que segue sem uma intervenção que o resolva . À luz dessa ótica, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto hostil, a saber: o individualismo e a carência de empatia.

Mormente, ao analisar os desafios para densolver empatia nas relações dos brasileiros por um prisma de um problema coletivo, o individualismo intrínseco à sociedade hodierna apresenta-se como um obstáculo. Nesse sentido, esse cenário adverso decorre do fato de que, assim como pontuou a antropóloga Lilia Schwarcz, desde a Independência do Brasil, não há a formação de um ideal de coletividade – ou seja, de uma “Nação” ao invés de, meramente, um “Estado”. Com isso, o caráter egoísta, que permeia o corpo social, mostra-se apático ao problema, perpetuando outros problemas como a exlusão social e a desigualdade.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de debate. Em vista disso, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que uma adversidade como a escassez de empatia seja solucionada, faz-se necessário debater sobre. Entretanto, percebe-se uma lacuna no que se refere à questão, ainda muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e discuti-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Drepreende-se, mister, medidas estratégicas que promovam relações pautadas na empatia. Torna-se imperativo, portanto, que o Ministério da Cultura em parceria com o governo federal, desenvolva uma campanha publicitária para estimular esse comportamento no país. Isso se dará por meio de vídeos educativos divulgados por meio das redes sociais, a fim de instruir a população a cerca dos benefícios para o país quando se tem postura voltada para uma política de por-se no lugar dos seus semelhantes, a fim de criar na população o sentimento de vínculo com seus compatriótas, por consequência extinguir a apatia das relações sociais no Brasil.