ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 03/11/2022

Não é novidade que, sob uma perspectiva histórica, a sociedade brasileira foi estabelecida por árduas relações entre diferentes etnias. A título de exemplo, menciona-se a relação entre europeus e africanos, esta, como extremamente conflituosa, devido à crença, por parte dos brancos, na teoria do Determinismo Racial, atualmente vista como preconceituosa e desumanitária. Portanto, associa-se a falta de empatia nas relações sociais no Brasil à perpetuação do preconceito e, por conseguinte, às desigualdades sociais.

Em primeiro lugar, é explícita a presença de movimentos contra minorias no Brasil, a mencionar: LGBT, negros, mulheres e indígenas. A esse fato, entretanto, nota-se o caráter cultural de exclusão e opressão, além da histórica corrente de pensamento eurocêntrica da “superioridade branca” no mundo, implantada por europeus em suas colônias. Entretanto, são notórios contra-movimentos que visam o fim da perseguição contra tais grupos, como o feminismo, movimento indígena e movimento negro.

Adiante, tais relações históricas entre as classes sociais no Brasil herdaram a desigualdade social contemporânea. Dentre os motivos de tal fenômeno, cita-se, em ordem cronològica, a não-aceitação do indivíduo na sociedade, o desemprego e, posteriormente, a violência e criminalização de minorias, cujas foram historicamente marginalizadas. Portanto, o aumento das tensões sociais no Brasil deve-se, primordialmente, ao preconceito, enraizado socialmente.

Tendo em vista à minimização de tais problemas, é indispensável o papel do Estado, junto ao Ministério da Cidadania, em criar campanhas de conscientização, gerando menores índices de violência e intolerância social além da devida punição de envolvidos. Concluindo, é de extrema relevância a empatia nas relações sociais no Brasil, para que assim, índices sociais como Coeficiente de Gini e Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) apontem melhorias.