ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/11/2022
A obra “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata um momento de profunda angústia e aflição. Analogamente a pintura expressionista, o Brasil enfrenta uma dura realidade quando se trata da falta de empatia nas relações sociais do país. Nesse sentido, é possível apontar que a falta de educação e a negligência social contribui para que esse contexto se perpetue.
Em primeira análise, é indubitável que a falta de educação dentro do ambiente familiar forma seres humanos egoístas e sem empatia. Talcott Parsons, sociólogo americano, afirmou que a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Desse modo, o ensinamento que é dado dentro do seio da família é fator determinante para a formação de um ser empático. Com isso, se a criança for induzida a sempre se colocar no lugar de outras, em situações cotidianas, fará a mesma coisa quando se tornar adulta.
Outrossim, é importante mencionar que a negligência humana leva as pessoas a se posicionarem de forma individualista. Segundo a teoria “atitude blasé”, do sociólogo alemão George simmel, a indiferença social se faz fortemente presente na atual sociedade, tornando os seres humanos cada vez mais egocêntricos. Dessa forma, esse fator vem fechando os olhos de muitas pessoas para ploblemas como racismo, homofobia, capacitismo, entre outros, uma vez que precisam de pessoas empáticas para serem erradicados. Por isso, é necessário que a indiferença social diminua para que a formação de seres empáticos aumente.
Portanto, o Ministério da Educação deve alertar as famílias sobre a importância do exercício da empatia, através da realização de palestras e dinâmicas públicas – as quais contarão com a presença de profissionais que possam sensibilizar o público – com a finalidade de fazer com que os pais formem filhos cada vez mais empáticos e com que os próprios adultos pratiquem a empatia. Assim, o Brasil não irá se igualar ao que é retratado na pintura de Munch.