ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 03/11/2022
Para o filósofo Pierre Bourdieu " Todas as minúcias de um indivíduo constituem simbologias que são constantemente analisadas pelo campo social, como o acesso a bens e serviços que refletem quem é o outro para outrem. Isso evidencia que a atitude empática do homem é fundamental para consolidar uma sociedade acolhedora. Dessa forma, é preciso analisar o que leva o ser humano a ser antipático, como a alienação tecnológica e atual necessidade de execução máxima.
Diante desse cenário, cabe destacar que a alienação tecnológica diariamente faz com que o homem se encontre distante das emoções. Análogo a isso, o pensador George Simmel enfatiza que a intensificação do mundo globalizado induz a socie- dade à adotar atitudes de reserva para distanciar das emoções cotidianas. Sob essa óptica, cabe salientar que a globalização formou uma rede de conexões virtuais pelo mundo, devido seu alcance, ao passo que as relações caridosas com o próximo foram de desfazendo, uma vez que, as pessoas passam horas do dia socializando através de “telas”.
Outrossim, é notório que a necessidade de trabalhar em execução máxima tornou o indivíduo preocupado apenas em produzir e não enxergar os problemas do próximo. Sob esse viés, o musicólogo Vladmir Jankelevitch criou o “Paradoxo da Moral”-livro para criticar a cegueira do homem frente aos impasses enfrentados pelo próximo- para evidenciar a necessidade de abrir os olhos aos problemas de outrem que podemos ajudar. Fora da literatura e no que tange a empatia, a sociedade vive cada vez mais a solidão, uma vez que, é fundamental para preen-cher os sentimentos vazios a empatia ser colocada em prática. Nesse cenário, é possível salientar a fundamental importância de deixar de lado o que está no livro citado acima, e fazer valor o amor ao próximo.
Portanto, é primordial assegurar os cidadãos de vivenciar a empatia. Cabe a Mídia, como o Instagram, criar propagandas de incentivo á solidariedade, com frases como, “Ninguém solta a mão de ninguém”, com o fito de reforçar os olhares da sociedade para o próximo. Quem sabe assim, a sociedade seja mais empática, uma vez que somo sujeitos sociais e não sujeitos isolados.