ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 04/11/2022

Com a evolução tecnológica, certamente, espera-se que haja um desenvolvimento no comportamento humano, porém isso não é visto na atualidade. Nesse sentido, o preconceito ainda persiste nas relações sociais no Brasil, devido à falta de empatia das pessoas. Assim sendo, isso sucede tanto por conta das redes de comunicação virtuais, nutrindo o ego individual da população, quanto pela discriminação enraizada no país.

Em primeiro lugar, deve ser ressaltado como a internet está afetando negativamente a empatia dos indivíduos do Brasil. Diante disso, em razão da necessidade de “likes”, em aplicativos sociais, o ser humano se distancia da realidade. Nesse viés, isso ocorre devido à alienação com o espaço virtual contemporâneo. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do sociólogo Bauman, o qual disse: “Tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”. Dessa maneira, fica notório o dano da internet no povo.

Além do mais, vale salientar o preconceito passado por gerações, que, certamente, causa a falta de empatia. Sob esse prisma, alguns indivíduos no país agem sem pensar no próximo, sendo intolerantes no meio social. Tal fato sucede por conta da má educação recebida nos lares, sendo transmitida ao longo dos anos. Diante desse fator, de acordo com a escritora Chimamanda Ngozi, se o ser humano repete uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Visto isso, fica evidente que, o comportamento dos parentes, influencia nas atitudes futuras de seus descendentes. Dessa forma, aumenta-se os números de discriminação no Brasil.

Torna-se evidente, portanto, que são necessárias medidas capazes de cessar tais adversidades. Para isso, cabe à mídia elucidar sobre os prejuízos do excesso de uso das redes sociais, por meio de publicações na internet, a fim de que cesse essa alienação virtual, e aumente a empatia nas relações pessoais. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação realize palestras sobre os problemas do preconceito nas escolas, com o intuito de atuar na raiz da sociedade, para que o ser humano, no futuro, possa colocar-se no lugar do próximo. Ao realizar essas intervenções, certamente teremos um país mais empático.