ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 07/11/2022

O filme “O menino do pijama listrado”, retrata o holocausto, uma das maiores faltas de empatia nas relações sociais da história, em que milhões de judeus e minorias foram perseguidos, torturados e mortos pelo regime nazista. De volta para a realidade, a falta de empatia se encontra fortemente na sociedade verde e amarela, gerando não só a normalização da disseminação de ódio, como problemas psicológicos para a comunidade. Tendo em vista a problemática e suas consequências é de suma importância uma ação imediata para impedir esses comportamentos.

Primeiramente, urge salientar que a falta de empatia gera a normalização da disseminação de ódio. Entre cidadãos brasileiros é comum ouvir frases como: “bandido bom é bandido morto” e “foi estuprada porque estava quase nua”, é uma comunidade em que muita das vezes a vítima é responsabilizada e que não agiu de acordo com a lei não deve mais fazer parte da sociedade, indo contra a democracia e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que decreta direitos iguais para todos os seres humanos. Visto isso, é possível perceber a importância de uma ação governamental para que esse ódio seja convertido em empatia ao invés de problemas psicológicos.

Ademais, cabe ressaltar os transtornos psicológicos gerados pela problemática. De acordo com o psicanalista Sigmund Freud, o indivíduo quando exposto a situações traumáticas pode ter sua forma de ver o mundo moldada e perdurar conflitos por toda sua vida. Assim, quando frases de ódio são disseminadas e normalizadas, a vítima sofre ao invés se receber o apoio necessário, causando mais traumas e dificultando seu processo.

Por tanto, visando o fim da problemática, o Ministério da Educação - Órgão responsável pela educação brasileira -, aliado à Mídia, deve criar conteúdos que expliquem na internet e em outros canais de comunicação as consequências da problemática, visando o maior alcance possível para que, assim, às consequências geradas pela falta de empatia parem de perdurar. Sendo assim, as taxas dos transtornos psicológicos serão reduzidas e regimes de ódio terão menos chances de ocorrerem em um país que possuí respeito e empatia ao próximo.