ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/06/2023
No filme “Words on Bathroom Walls” dirigido por Thor Freudenthal, conta-se a história de Adam, um adolescente que após ter um surto causado por alucinações na escola, descobre ter esquizofrenia. Mesmo mudando de escola e utilizando uma droga para esconder os sintomas, não se livrou das exclusões sociais e deboches acerca de sua condição. Contudo, na análise da obra cinematográfica, entende-se que, na conjuntura brasileira atual com uma base histórica de conceitos preconceituosos no que se refere ao transtorno mental, a falta de empatia nas relações sociais com os portadores da doença é um problema, visto que, são socialmente marginalizados devido à sociedade que carece de informações a respeito do assunto e por uma deficiência informativa atuante no Brasil pelos seus governantes.
Faz-se necessária a menção da Idade Média, período em que as pessoas portadoras de transtornos mentais eram agredidas e consideradas endemoniadas como consequência do não estudo dessa parcela da população que só veio a ser diagnosticada ao final do século XVIII por Philippe Pinel, o primeiro médico que tratou doentes mentais. Deste modo é perceptível a raíz do estigma, o que demonstra a negligência do governo brasileiro que nos dias atuais não busca formas de disseminar verdades quanto aos doentes mentais, o que fere a dignidade de muitos.
Em segundo plano, deve-se lembrar que como disse o filósofo Platão, a maneira que o homem é ensinado sobre as coisas, reflete em como será seu futuro em sociedade, contudo, interpreta-se que, informações erradas mantém conceitos errôneos sobre os transtornos mentais e continuam excluindo minorias de geração para geração por mera ignorância devido à escassez de informações.
Urge, portanto, que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, invista nas escolas brasileiras para informarem os alunos a respeito dos preconceitos em torno dos transtornos mentais, trazendo bases científicas como na contratação de psiquiatras e na atuação de professores de sociologia, afim de desconstruir o pensamento discriminatório e fascista com fontes históricas e científicas, visando gradativamente a erradicação do problema.