ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 13/06/2023
Para o filósofo alemão Edmund Husserl, a empatia é uma vivência essencial de compreensão entre as pessoas, objetificando o conhecimento. Em outras palavras, é a habilidade de saber, conhecer ou entender o que o outro sente. No entanto, infelizmente, essa habilidade tem sido perdida na sociedade contemporânea brasileira. Isso ocorre devido à rapidez das relações sociais e à criação de bolhas nas redes sociais.
Com o processo das revoluções industriais e seus desdobramentos, houve uma redução das distâncias entre as mais diversas regiões do planeta. A intensa aceleração dos deslocamentos fez com que não seja mais necessário nos encontrarmos pessoalmente para estarmos presentes em qualquer lugar do mundo. No entanto, essa velocidade gerou violência, como afirmou o urbanista francês Paul Virilio, e que deturpou nossas relações e sentimentos, incluindo a empatia. Anteriormente, por meio do contato humano, era mais possível sentir e exercer a empatia.
Além disso, os avanços das redes sociais e seu algoritmo moldado pelo próprio usuário resultaram na formação de bolhas. Dentro dessas bolhas, interagimos apenas com pessoas semelhantes a nós, ao invés de interagir com os diferentes. Isso reduziu ainda mais o espírito empático. Anteriormente, quando víamos outra pessoa em situação de penúria, estendíamos a mão para ajudar.
Portanto, cabe ao Governo Federal, em conjunto com os ministérios da comunicação e dos direitos humanos e cidadania, criar uma campanha publicitária intitulada “Empatia: O cerne do ser humano”. Essa campanha deve convocar a população a conversar com pessoas diferentes, a refletir e valorizar suas relações e a se importar com o outro. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais empática.