ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 01/06/2024

O filme “Meninas que choram” da Netflix aborda os benefícios da prática da empatia, principalmente, quando apoiado pela escola. Fora da ficção, no Brasil, há falta de empatia nas relações sociais, seja pela omissão midiática, seja pela negligência de educação emocional nas instituições de ensino.

Diante desse cenário, é evidente que a omissão midiática acerca das relações sociais prejudica as conexões humanitárias brasileiras. Isso ocorre porque, o preconceito e o egoísmo não são expostos ou críticados com fins educacionais, mas apenas para cancelamento e para entretenimento. Sob tal ótica, o filósofo uruguaio Eduardo Galeano afirma que, “A primeira condição para mudar a realidade consiste em conhecê-la”. Desse modo, nota-se que é preciso conhecer a origem do problema, para só então saber como solucioná-lo de maneira eficiente.

Ademais, é válido salientar o papel da educação emocional no desenvolvimento da empatia, já que a negligência desse recurso prejudica a ética do coletivo. Isso ocorre porque, há uma desvalorização do ensino de emoções e saúde mental, em contraste com o acadêmico, visto que as escolas priorizam apenas conteúdos e resultados, deixando de lado o desevolvimento dos princípios de cidadania. Sob tal prisma, a escritora Hellen Keller afirma que, " O resultado mais sublime da educação é a tolerância". Nessa perspectiva, conclue-se que a educação apenas acadêmica é insuficiente, para formar sujeitos empáticos, sendo de suma importância investir nos valores morais dos estudantes para o bem da população.

Portanto, a mídia- especificamente a TV, as redes sociais e Ministério da Comunicação- deve informar, por meio de propagandas, desenhos e campanhas socioeducativas sobre a importância de cultivar os princípios da cidadania, com o objetivo de combater a falta de empatia. Além disso, as escolas devem investir em educação emocional, a fim de que os estudantes desenvolvam senso crítico e virtudes. Ao adotar as medidas propostas, o Brasil vivenciará os benefícios da prática da empatia, assim como no filme da Netflix “Meninas não choram”.