ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 06/09/2024

Por meio de seu livro “Brasil, país do futuro” - publicado no último século - o es-

critor austríaco Stefan Zweig manifestou sua confiança de que a nação cresceria e se desenvolveria exponencialmente. No entanto, atualmente, a sociedade brasilei-ra vive uma realidade inversa, uma vez que relações sociais marcadas por ausên-cia de empatia não são características de um país do futuro. Nesse contexto, deve-se analisar como a inoperância estatal e o individualismo presente na sociedade impulsionam tal problemática, a fim de solucioná-la.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que a inoperância estatal é crucial para a

manutenção da falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Tal ideia é corrobo-

rada pela ideia do sociólogo francês Durkheim, que afirmou que é função do Esta-do gerenciar as questões relacionadas ao bem-estar da coletividade. Isso é ausente

na realidade brasileira, uma vez que o Estado brasileiro não fornece verbas suficientes para as escolas publicas estimularem uma educação que se preocupa com a empatia e a realidade social . Dessa forma, enquanto a máquina publica negligenciar suas responsabilidades, o problema persistirá, afetando os cidadãos.

Além disso, outro fator fundamental na perpetuação do tema é o individualismo presente na sociedade brasileira. De acordo com o filósofo alemão Bauman, na sociedade moderna o ser (experiências e relações) perde espaço para o ter (posses

materiais), estimulando o individualismo e o consumismo. Tal fato é presente na sociedade brasileira, pois num país com crescente individualismo, as relações sociais tendem a se esvaziarem e isso é visto, por exemplo, quando uma criança troca a socialização pelo uso da tecnologia. Dessa forma, é urgente uma ação que busque tratar adequadamente esse aspecto para a reversão do problema.

Portanto, denota-se urgência de questões governamentais que alterem esse quadro. Então, cabe ao Estado, estimular a empatia e a relação social dos alunos, mediante a criação de acompanhamento psicológico em grupo nas escolas públi-cas e ampliando as atividades de cooperação entre equipes. Tal ação terá como finalidade acabar com a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Paralelamente, é preciso intervir sobre o individualismo presente no problema.