ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 23/10/2025

Para Hannah Arendt, filósofa alemã, a essência dos direitos humanos consiste no “direito de ter direitos”, ou seja, na garantia mínima de cidadania e dignidade. Contudo, a realidade do reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde contradiz esse ideal, revelando a ineficácia do Estado e o silenciamento midiático.

Nesse contexto, o Estado contribui para a invisibilidade feminina na ciência. Sob essa ótica, Émile Durkheim, sociólogo francês, afirma que cabe ao Estado garantir a coesão social e promover o progresso coletivo. Entretanto, o cenário atual contraria tal ideia, diante da falta de investimento em políticas que valorizem e deem visibilidade às cientistas e profissionais da saúde. Logo, enquanto o poder público não priorizar essa pauta, essa desigualdade persistirá.

Além disso, a ausência de debates agrava o impasse. Habermas — insigne sociólogo alemão — defende que a transformação social depende do diálogo. Contudo, esse princípio não é cumprido, visto que a mídia raramente aborda o tema de forma crítica, o que perpetua estereótipos e limita a valorização feminina nas ciências. Para mudar isso, é necessário promover debates públicos e ações de conscientização. Assim, o problema pode ser minimizado.

Portanto, é preciso que o poder público, em parceria com órgãos governamentais, promova campanhas midiáticas e programas educacionais em escolas e plataformas digitais, com o objetivo de ampliar o debate e valorizar o papel das mulheres nas ciências da saúde. Assim, o país avançará rumo a uma sociedade mais justa e igualitária.