ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 12/01/2022

A Constituição federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - garante o bem-estar de toda a sociedade brasileira. No entanto, a falta de reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil demonstra que esse preceito está instaurado na teoria, e não desejavelmente na prática. A imposição masculina e a falta de interesse são alguns causadores do impasse.

Primeiramente, a falta de ações governamentais colaboram para o problema. Segundo o filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática todos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado. Somado a isso, a imposição masculina - machismo - observado desde os antepassados, como a falta de direitos para as mulheres, contribui para a ocorrência deste entrave. Faz-se mister uma mudança da posição estatal.

Além disso, a falta de interesse pode ser apontada como promotora do problema. Observou-se casos como o da pesquisadora Adriana Melo, onde uma das pioneiras a encontrar uma relação entre a Zika e casos de microcefalia em crianças não obteve apoio populacional em suas pesquisas. Visto isso, nota-se que este é um entrave social atual que perpetua o cenário caótico.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Economia junto com o Ministério da Educação deve destinar verba para a realização de eventos de conscientização nas escolas com a presença de figuras femininas a fim de incentivar as crianças ao mundo da ciência. Além do mais, o Ministério da Saúde deve reconhecer mais os feitos das mulheres na área da saúde. Somente assim, o preceito constitucional será solidificado.