ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 14/01/2022
A escritora inglesa Virginia Woolf na obra “Um teto todo seu” destaca a máxima: “As mulheres serviram por todos estes séculos como espelhos, possuindo o mágico e delicioso poder de refletir a figura do homem com o dobro do seu tamanho natural". Nesse sentido, no Brasil, o pouco reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde configura-se uma inoperância ao empoderamento feminino e sua ofuscação em sociedade conforme dito pela escritora. Visto isso, é cabível analisar a omissão e o conservadorismo como promotores da perspectiva negativa retratada.
A priori, deve-se pontuar que o conservadorismo histórico em relação às visões inerentes ao contexto social perdura a problemática. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade atual é considerada líquida por ter seus valores em constantes mudanças o que é algo bom para evolução social, mas nessa sociedade ainda encontra valores sólidos que não foram mudados que agravam o crescimento social. Nesse caso, é pertinente relatar que o decorrer da história humana, a figura desse sexo ainda é “reprimida” e sólida em vista da participação profissional e, principalmente, nas ciências da saúde, quando comparada ao homens; porém sua autonomia desenvolve-se grandemente ao passar dos séculos. Logo, o reconhecimento desse gênero é necessário para o bem coletivo.
A posteriori, vale admitir a omissão de informação como empecilho. De acordo com a teórica política Hannah Arendt, em “A Banalidade do Mal”, reflete sobre o resultado do processo de massificação da sociedade, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alienados e aceitando situações sem questionar. Essa perspectiva, analisada pela pensadora, simboliza o comportamento da sociedade diante do silenciamento da mídia, já que é justamente a habitualidade frente à questão que a prejudica o corpo social brasileiro quanto ao consentimento da importância das mulheres na saúde brasileira.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em conjunto com a mídia, deve alterar essa realidade, por meio da exposição e integração das mulheres na saúde como trabalho e pesquisa, ademais, viabilizar campanhas e publicidades as quais valorizem a luta delas pela autonomia social, política e econômica. Assim, espera-se fomentar uma nação mais lúcida quanto a posição feminina nas ciências da saúde.