ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 27/01/2022
Ser mulher em um país cujo preconceito de gênero prevalece é um desafio para muitas brasileiras, bem como a atuação em profissões cuja representação masculina ainda predomina na sociedade. Nas ciências da saúde, é só comparar o número de cientistas e pesquisadores homens e mulheres para ver a discrepância dos números.
No entanto, em algumas áreas, o gênero feminino tem se destacado, como por exemplo na enfermagem, que foi criada através da necessidade de mulheres voluntárias nos campos de guerra para cuidar dos soldados feridos, sendo destaque a primeira enfermeira do Brasil, Anna Nery que desenvolveu técnicas para minimizar infecções e melhorar a recuperação dos pacientes nos hospitais de guerra.
Algumas mulheres que atuam na área da saúde nos dias atuais tem que conciliar jornadas duplas de trabalho, plantões noturnos e cuidados com a casa e com os filhos, principalmente em tempos de pandemia, onde existe uma dificuldade em contratar pessoas que queiram prestar serviços em residências devido ao medo de contrair COVID-19. Diante de tantas dificuldades, algumas até optam por não ter filhos para dedicar-se integralmente a profissão. Adriana Melo, pesquisadora, observou que existia uma relação entre grávidas que contrairam a Zika e os bebês nascidos com microcefalia e Jacqueline Góes, pós- doutoranda do IMT-USP codificou o genoma do Sars-CoV-2 em um tempo considerado inédito (2 dias após o primeiro no Brasil).
Dedicar-se a um trabalho fora de casa e/ou a pesquisas científicas que promovem o desenvolvimento da saúde bem como conciliar o papel de mãe, dona de casa e esposa é desafiador, porém, o desejo de contribuir para melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e a qualidade de vida da população torna-se uma mola propulsora para essas mulheres que buscam mudar a realidade social, trazendo melhorias para a população e fortalecendo ainda mais a saúde no país.