ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 09/02/2022

Sue Ann Costa, médica brasileira formada pela Universidade Souza Mendes, criou o primeiro programa de mestrado em vacinologia, ciência que estuda mecanismos de desenvolvimento de imunógenos com o objetivo de tratar doenças. Com isso, é notável a importância do reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil, o que não ocorre no país, devido à insuficiência governamental e falta de visibilidade. Nesse sentido, deve-se debater sobre o assunto a fim de mudar a situação.

Em primeiro lugar, aponta-se o fenômeno ´´fuga de cérebro´´, que faz referência aos profissionais de alto conhecimento que migram para outros países por falta de oportunidades. Em 2020, o site Exame relatou o número de acontecimentos do fenômeno, mostrando que o Brasil saltou da 45a para a 70a posição, o que explica o não reconhecimento das mulheres nas ciências da saúde, já que o Estado não proporciona meios que impedem a decadência do país nas pesquisas. Isto é, a queda no número de bolsas de estudos e diminuição de recursos financeiros, por exemplo, causam atrasos em pesquisas e desinteresse em permanecer no Brasil, motivando as mulheres a buscarem outras possibilidades fora do país.

Outrossim, cabe ressaltar o desprovimento de visibilidade das mulheres nos campos de educação e trabalho, com ocorria em Atenas, na Grécia Antiga, onde elas eram vistas como reprodutoras e não capazes de realizar outras atividades. Assim sendo, está relacionado à ausência do reconhecimento feminino nas ciências, pois as mulheres não são consideradas aptas para certas atividades e não há debates e incentivos para alterar essa situação. Por exemplo, a carência de projetos governamentais, como propagandas da relevância feminina e o impacto delas na sociedade.

Desse modo, é necessário buscar mudanças nesse cenário. Para isso, o Ministério de Comunicação, responsável por desenvolver e acompanhar políticas de telecomunicações, deve oferecer propagandas de informações sobre a necessidade das mulheres nas ciências da saúde, por meio de palestras e postagens nas redes sociais, a fim de alcançar o maior número de pessoas. Sendo assim, o fenômeno fuga de cérebros não será um empecilho na comunidade.