ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 22/02/2022

Em 1889, o filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como a falta de reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde. Nesse contexto, tal panorama decorre de uma sociedade formada sob moldes de pessamentos machistas e patriarcais, como também, de uma vasta banalização pública. Assim, é evidente a premência em sanar a problemática em questão.

Diante desse cenário, é fulcral ressaltar a participação feminina no grupo de frente dos hospitais durante os tempos do Covid-19. Contudo, manchetes de grandes jornais apenas abordam o sexo masculino como o “super-herói” da saúde pandêmica. Sob esse viés, segundo pesquisas da Uol, destaca-se que mais de 55% do número de médicos que trabalharam no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2019 e 2021 eram mulheres. Tais fatores salientam as concepções de que a sociedade brasileira ainda é formada por ideais sexistas, os quais acreditam que o homem é superior e mais forte. Logo, é de extrema importância que as influências midiáticas e os órgãos superiores se atentem em solucionar estes obstáculos.

Ademais, cabe destacar que a banalização pública, a qual, muitas vezes, por conta de precárias informações, torna-se presente, faz com que o panorama exposto se mantenha entre os indivíduos. Nessa perspectiva, o conceito de “banalização” trazido pela socióloga Hannah Arendt, se faz hodierno quando uma adversidade ocorre de modo frequente, causando uma acomodação e fazendo com que parem de vê-lo como errado.

Portanto, é de indubitável importância que a mídia e o governo federal, na condição de garantidor dos direitos do cidadão, tomem providências para mitigar essa adversidade, numa ação conjunta com a Câmara dos Deputados e o Ministério da Mulher. Para tanto, é primordial a promoção de leis, as quais assegurem a visibilidade do trabalho feminino na imprensa e na maior disponibilidade de bolsas de pesquisa e extensão, visando o aprimoramento intelectual das mulheres nessa área. Logo, será possível tencionar o aumento da recognição feminina e no cumprimento da adaptação feita em 1889.