ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 04/03/2022
Brasileira que dedicou a sua vida para ajudar os mais necessitados, Zilda Arns foi uma pediatra que lutou pelo combate à desnutrição e à mortalidade infantil. Na época, foi contrariada por todos pela sua escolha, inclusive reprovada pelo seu professor na faculdade que alegava “ser um absurdo uma mulher cursar medicina”.
Nomes como Adriana Melo, que em 2015 foi uma das primeiras profissionais a constatar a ligação entre a microcefalia e o zika vírus, e também a Maria Deane, parasitologista renomada nacional e internacionalmente que trabalhou profundamente para o fim de epidemias, como a de leptospirose, tem sido referências para quem busca se profissionalizar na área de saúde.
Estamos diante de uma nova era, onde o tabu sobre o ’lugar da mulher’ já está sendo dizimado. Atualmente, o número de mulheres que optam pela área de saúde tem crescido gradativamente. De acordo com os levantamentos da Demografia Médica em 2020, os homens representam cerca de 53,4% da população de médico, e as mulheres, 46,6%, o que representa um aumento de 10% nos últimos 20 anos.
Baseado no número de conquistas e descobertas femininas, podemos concluir que é imprescindível citar que os homens recebem mais reconhecimento do que mulheres. Para que isso mude, é necessário promover campanhas para que meninas se interessem pela ciência, e com isso haja mais apuração do seu trabalho para que elas tenham o seu mérito reconhecido e valorizado.