ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 08/03/2022

Segundo o Ministério do Trabalho, as mulheres recebem, em média, proventos até 30% menor que os homens. Apesar da legislação trabalhista garantir igualdade, hodiernamente, a disparidade salarial e outras formas de discriminação feminina nas ciências da saúde no Brasil ainda é a realidade. Assim, esse cenário injusto deve ser mudado. Não obstante, cabe analisar os avanços e dos desafios para que isso ocorra.

Primeiramente, vale retratar que muitos avanços foram conquistados pelas cientistas, tais como o reconhecimento da licença maternidade e a representação feminina em prêmios Nobel, como a pesquisadora Marie Curi. De acordo com o MEC, as mulheres já são a maioria no ensino superior no Brasil. Porém, para que alcancem uma oportunidade em programas de pesquisa científica, mormente, na área da saúde, elas precisam ter 4 anos a mais de estudo a mais que os homens. Dessa forma, fica perceptível que a superação de outros obstáculos no ambiente acadêmico ainda é imprescindível.

Ademais, outros desafios são constatados no reconhecimento da contribuição feminina nas ciências da saúde, como a extinção de processos seletivos em que as mulheres são preteridas e a promoção de maior participação feminina em cargos diretivos. Embora o Brasil tenha formado primeira médica em 1887, além de o PROVOC (Programa de Iniciação Científica) da Fiocruz, em que as mulheres são maioria nos cargos de liderança, isso não é suficiente. Por isso, fatos como estes precisam ser disseminados, já que as pesquisadoras brasileiras ocupam posições subalternas normalmente, consoante o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Destarte, é mister que o Estado valorize a participação das mulheres brasileiras nas ciências da saúde. Para isso, o Poder Legislativo Federal deve criar leis para desestimular as desigualdades entre gêneros, por meio da previsão de altas multas, que serão revertidas em investimentos para promover o a inserção massiva feminina no meio acadêmico. Paralelamente, as universidades devem promover medidas que estimulem a maior participação delas em pesquisas cientificas. Só assim, a contribuição das cientistas brasileiras será devidamente reconhecida e as melhorias nos sistemas de saúde serão alcançadas.