ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 24/05/2022

Historicamente, uma das mulheres que mais contribuiu para o entendimento das ciências foi a pesquisadora polonesa Marie Curie. Apesar de todas as dificuldades implantadas pelo machismo, foi ela quem conduziu as pesquisas pioneiras sobre radioatividade. Assim como ela, inúmeras brasileiras contribuem diariamente para a área científica da saúde.

A princípio, é importante enfatizar que pouquíssimas mulheres ocupam locais de destaque no campo da ciência. De acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), menos de 10% dos membros da Academia Brasileira de Ciências são do sexo feminino. Diante dessa realidade, grande parte da notabilidade é dada às pesquisas realizadas por homens, enquanto a minoria continua lutando por seu espaço. Assim, é possível compreender que o papel das pesquisadoras nesse sentido, apesar de importante, não é levado a sério.

Ademais, desde a Pré-história, a presença do sexo feminino é resumida à conhecida frase “lugar de mulher é na cozinha”. Apesar das relevantes mudanças realizadas no contexto social brasileiro, o patriarcalismo ainda é realidade em muitos lugares. Nessa mesma linha de pensamento, o filme “Estrelas além do tempo” retrata a vida de três cientistas negras que lutam por seu reconhecimento na NASA. De mesmo modo, sempre há ocasiões em que médicas e grandes estudiosas são reputadas como incapazes de atuarem na área científica.

Diante disso, deve ser urgente a tomada de medidas que favoreçam o reconhecimento feminino na saúde. Por isso, o papel do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que trata das políticas de pesquisas no Brasil, é facilitar a atuação dessa parte da sociedade no campo científico, por meio da ampliação de oportunidades de emprego e bolsas de estudo na área da saúde, a fim de romper paradigmas e mostrar que lugar de mulher também é na ciência.