ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 23/05/2022
Desde a antiguidade, a mulher luta incansavelmente para reinvidicar o seu lugar na sociedade. Em outras palavras, o gênero feminino é desvalorizado e calcado desde o início da civilização. Diante a isso, após alcançar pequenas e simbólicas melhorias para a mulher, foi então criado o Dia Internacional da Mulher, oficializado pela Organização das Nações Unidas na década de 1970. Mediante a isso, a data simboliza a luta incansável de mulheres que correm atrás dos seus direitos e não cessam até que tenham o seu valor reconhecido.
Entretanto, mesmo que datas comemorativas e um merecido reconhecimento seja dado no dia 8 de março, a mulher é depreciada em muitos aspectos. Até mesmo em ramos profissionais, como a ciência. Como se pode ver, Marie Sklodowska Curie foi pouco reconhecida e aceita em suas em suas pesquisas, mesmo após ganhar dois prêmios Nobel. Prova disso são as diversas vezes que Madame Curie precisou utilizar o pseudônimo do seu marido para assinar e publicar seus artigos. Atualmente, a realidade não é muito diferente, as mulheres ainda são minorias na área de pesquisa científica, mesmo que após os anos o gênero feminino tenha ocupado lugares maiores e merecidos na sociedade. Segundo os dados da Unesco, as mulheres representam apenas 28% dos pesquisadores do mundo, números baixos para uma sociedade supostamente menos machista e mais mente aberta, como alguns mesmos afirmam.
Portanto, é o momento de que novas atitudes sejam tomadas, a fim de incentivar a participação da mulher em atividades de pesquisa e acadêmicas. É hora do Ministério da Educação passe a abrangir matérias e conteúdos que trabalhem uma mudança profunda no pensamento de crianças, a fim de que no futuro tenhamos homens e mulheres compreensivos que deem reconhecimento por esforço e conquista, não por gênero ou suposta capacidade mental. “Eu me pergunto se os minúsculos átomos e núcleos, ou os símbolos matemáticos, ou as moléculas de DNA têm qualquer preferência pelo tratamento masculino ou feminino”. - Chien-Shiung Wu