ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 24/05/2022
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a igualdade de gêneros como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater essa desigualdade. Nesse sentido, vemos muitos homens na ciência que contribuíram bastante na ciência, isso vale para as mulheres também, mas infelizmente só ouvimos os feitos dos homens e acabam se esquecendo das mulheres. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a igualdade de gêneros, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o machismo como impulsionador desse problema no Brasil. Diante de tal exposto podemos ver que o machismo é inserido na nossa sociedade a tempos, o machismo está estabelecido em diversas áreas, como na saúde. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, façam propagandas e documentários, sobre a importância das mulheres na nossa saúde, a fim de destruir esse preconceito. Assim, se consolidará uma sociedade mais desenvolvida, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.