ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 23/05/2022
Em um de seus poemas, Carlos Drummond de Andrade cita: “Tinha uma pedra no meio do caminho”, metaforizando os desafios que impedem o pleno desenvolvimento do bem-estar social. Correlativamente, no Brasil hodierno, o reconhecimento da contribuição das mulheres na ciência da saúde configura-se como um obstáculo na conquista legítima do bem comum, uma vez que esse descuido acarreta a desigualdade de gênero e dificulta o ingresso de mulheres em universidades e centros de pesquisa. A partir disso, é válido inferir que a lenta mudança de mentalidade da população, bem como a omissão governamental, estão entre as principais premissas agravantes desse quadro.
É inevitável, em primeiro aspecto, observar o pensamento retrógrado da sociedade por acreditar que tarefas de pesquisas e desenvolvimento são destinadas aos homens. Sob essa ótica, cabe resgatar a história da brasileira Natália Pasternak, principal responsável por programas de combate a desinformação e cursos profisionalizantes na área da saúde durante a pandemia, em 2020. Além de incentivar outras mulheres, a cientista citada se tornou referência global na luta contra a COVID-19, divulgando o desempenho feminino. Logo, precisa-se mitigar essa mazela social em função desse incômodo.
Outrossim, as autoridades públicas não têm dado a devida importância para esse assunto, visto que há escassas tentativas, por parte desse órgão, de propugnar os direitos civis. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Rousseau, o Contrato Social estabelecido entre instituições públicas e privadas requer participação de ambos na obstrução de problemas comunitários. Assim sendo, é fundamental que hospitais, estatais ou particulares, apoiem a causa feminina na ciência, dando oportunidade de emprego e bolsas de iniciação científica.
Torna-se improtelável, portanto, desconstruir problemas e propor medidas solutivas. Em vista disso, cabe às ONGs de projetos científicos, por meio das redes sociais - detentoras de maior abrangência nacional -, criarem ficções engajadas, com urgência, no fito de apresentar a importância da mulher para o avanço da ciência no Brasil, em especial na medicina. Somente assim será possível retirar a “pedra do caminho” citada por Drummond.