ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 18/05/2022

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu

críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange ao reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil. É perceptível, portanto, a negligência do governo por questões que dizem respeito às leis e à sociedade. Nesse sentido, caminhos devem ser elucidados para uma possível solução.

Convém ressaltar, a princípio, que a desigualdade social é um fator determinante para a persistência do problema. Desse modo, a ONU e seus

parceiros no Brasil estão trabalhando para atingir os 17 Objetivos de

Desenvolvimento Sustentável, o qual tem como um dos objetivos a redução da

desigualdade. Analogamente, as mulheres poderão receber o devido reconhecimento na ciência da saúde quando exercerem suas atividades. Porém, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de legislação. O

filósofo John Locke defende que “As leis fizeram-se para os homens e não os

homens para as leis. Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada

para melhorar a vida das pessoas e o ambiente em sua aplicação. No entanto, na

questão da valorização das mulheres, como por exemplo médicas e enfermeiras, as legislações não têm sido suficiente para a resolução da falta de reconhecimento, uma vez que as mulheres são ridicularizadas.

Por isso, faz-se necessária uma intervenção pontual nesse cenário. É

fundamental, portanto, que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos - órgão responsável pela articulação interministerial e intersetorial das políticas de promoção e proteção dos Direitos Humanos no Brasil - crie leis que proporcione a visibilidade e a valorizacão das mulheres nas ciências da saúde. Outrossim, cabe ao Poder Legislativo, regulamentar essa lei por meio de cartas de ofício, a fim de efetivar o esclarecimento da população sobre o tema. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor e menos desigual.