ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 23/05/2022
A Constituição federal de 1988 assegura o exercício dos direitos socais e individuais de todo e qualquer cidadão, inclusive no que tange à saúde. No entanto, a realidade atual vai de encontro ao ideal cívico da Carta Magna, uma vez que essa garantia não seja exposta a todas mulheres. Nesse contexto, o reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil é um desafio para sociedade devido, não só a disparidade salarial, como também ao preconceito enraizado desde a antiguidade. Dessa forma, faz-se necessário uma intervenção para romper esse quadro.
A priori, como afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o mais é o país com maior índice salarial entre homens e mulheres. Assim, fica evidente que o homem é idealizado por ser ágil e forte, e a imagem da mulher é reconhecida como frágil e inferior, gerando um pensamento machista. Dessa maneira, esse cenário fere os direitos assegurado por lei e medidas devem ser tomadas para que esse impasse não continue a perdurar.
Outrossim, é essencial acentuar sobre como as raízes historiais reforçam tal empecilho. Nesse sentido, para o sociólogo Sérgio Buarque, o brasileiro carrega consigo fortes traços do seu passado. Sob essa lógica, pode-se afirmar que, por conta de um histórico cultural machista, o Brasil tem demonstrado dificuldades em protagonizar e incentivar a integração feminil no âmbito trabalhista, segundo uma pesquisa do site Infomoney. Desse modo, é inadmissível que as mazelas pretéritas continuem a perpetuar na sociedade contemporânea.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, cabe à mídia - Grande difusora de informação- considerar, por meio de rádio e televisão, a diversidade nas ciências da saúde com intuito de que a coletividade saiba reconhecer o trabalho feminino nessa área. Ademais, o Estado deve desconstruir rótulos da herança historial quanto ao desincentivo do labor feminil nas esferas médicas, a fim de oportunar a ingressão no mercado de trabalho. Logo, consolidar-se-á uma sociedade mais justa e igualitária.