ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 30/04/2022
A série brasileira “sob pressão” retrata o cotidiano de uma equipe médica no sistema de saúde pública do país. Entre eles, há uma doutora, que mesmo sendo uma das profissionais mais bem capacitadas do hospital, sofre descriminação por ser uma mulher trabalhando em um campo que antigamente era majoritariamente ocupado por homens. Semelhantemente à realidade, o não reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil é resultado da desvalorização, por parte da sociedade, da capacitação das mulheres que ocupam cargos proeminentes nessas áreas e da falta de incentivo voltado às meninas nos campos da ciência.
Em primeiro lugar, a mulher é historicamente perseguida por estigmas provenientes de uma sociedade machista, onde a figura feminina só teria aptidão para afazeres do campo doméstico. Portanto, quando a mulher rompe com esses tipos de paradigmas, a sociedade ainda tende a rejeitar a ideia de que ela possa ser uma profissional tão boa quanto um homem, o que retarda significativamente o reconhecimento pelo seu trabalho.
Em segundo lugar, assim como Nelson Mandela escreveu " A educação é arma mais poderosa para mudar o mundo", e somente assim nós poderemos causar uma verdadeira tranformação no cenário descrito anteriormente. A educação no Brasil é um recurso elitizado e o acesso a ciência é ainda mais limitado, as pessoas mais prejudicadas nesse cenário são as meninas que vivem na periferia, já que a chances de terem uma oportunidade para ingressar em uma carreira na área da saúde são escassas, tanto pelo sua condição social quanto pelo seu gênero.
Portanto, para que haja a valorização da mulher no ambiente da saúde no Brasil, urge que o governo federal, especificamente o ministério da educação, crie mais oportunidades e incentivos para o ingresso de mulheres nessa área, através de um maior investimento na formação de meninas que queiram seguir carreira na saúde, fazendo palestras nas escolas e promovendo o encontro das alunas com mulheres já consolidadas na carreira, como médicas, enfermeiras etc. Assim, será possível que o devido reconhecimento das professionais da saúde não seja mais uma discussão, mas sim um direito.