ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 23/05/2022

Desde a Idade Média, a mulher era desvalorizada e tida como submissa ao homem, sem poder, portanto, trabalhar e estudar; aquelas que de alguma forma possuíssem maior experiência eram tidas como bruxas, tal como as boticárias da época. Mesmo com os avanços constitucionais e mais direitos destinados a esse grupo, é perceptível no Brasil hodierno que as mulheres ainda não possuem devido reconhecimento de suas contribuições – principalmente na área da saúde, a qual requer avançado conhecimento –, reflexo da desinformação e da falta de representatividade acerca do tema.

Primeiramente, a médica Nise da Silveira exemplifica a situação em questão. Ela é responsável por trazer para o Brasil tratamentos psiquiátricos mais humanizados para pacientes em manicômios, com a arte-terapia aliada à psicoterapia. Ainda que seus feitos de extrema importância para o cotidiano da sociedade tenham ocorrido há algumas décadas, sua existência é desconhecida por parte da população nos dias atuais. Assim, percebe-se que a falta de informação é um agravante da problemática.

Em segundo plano, observa-se que há pouca representatividade da mulher no âmbito científico, a exemplo da maior participação de figuras masculinas em palestras e debates acerca de temas da saúde e até mesmo em consultórios médicos, comparado com a falta do gênero oposto nas mesmas situações. Por isso, o desestímulo causado por essa prática culmina na baixa valorização feminina nas ciências.

Em virtude do que se foi analisado, faz-se necessária a atuação das mídias, principais veículos de informação, por meio de propagandas inclusivas nos intervalos comerciais de programas televisivos e nas redes sociais que visam combater a desinformação e aumentar a representatividade dessa minoria, consequentemente erradicando o precário reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no país.