ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 25/05/2022

Nascida em 1821, a médica inglesa Elizabeth Blackwell é conhecida por ser a primeira mulher a se formar em medicina. Elizabeth não só mudou o olhar da sociedade, mas também inspirou diversas mulheres a trabalharem na área da medicina. Apesar de existem muito mais mulheres nas ciências da saúde atualmente, a sociedade ainda mantém a visão de que não é possível que a mulher possa seguir na carreira.

Primeiramente, a sociedade cresceu com o pensamento de que o homem é superior a mulher, criando-se uma visão que o gênero feminino era incapaz de realizar algo no mesmo nível que o homem realizava, principalmente na área da saúde. No Brasil, 75% dos trabalhadores da saúde são mulheres e mesmo com o aumeto de mulheres trabalhando na área da saúde, o ganho salarial de uma mulher é menor do que do homem.

Em seguida, com o costume da estrutura machista na sociedade, várias mulheres acabam sendo impedidas de seguirem a sua carreira, principalmente para aquelas que são mães ou possuem um idade elevada tem maior dificuldade de serem aceitas a trabalharem na área da saúde. Com a desigualdade de gênero no Brasil, mulheres que seguem no rumo da ciência levam mais tempo para se formarem na faculdade e, segundo o Relatório de Ciência da Unesco 2021, 54% dos títulos de doutorado do Brasil é ocupado pelas mulheres e não são reconhecidas.

Desse modo, mesmo sendo um problema que não seja de fácil solução, seria necessário o desenvolvimento de ONGs que reconheçam e destacam o gênero feminino na área das ciências da saúde, podendo-se ter novas imagens de inspiração e incentivar mais mulheres a seguirem a sua carreira, principalmente por demonstrar um aumento do gênero feminino nessa área ao longo dos anos.