ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 25/05/2022

Mulheres na ciência: fundamentais, porém invisíveis

Como disse Michelle Obama: “Não existe limite para o que nós, como mulheres, podemos realizar”. E ainda que isso seja uma verdade, muitas vezes, não há o devido reconhecimento a elas por suas contribuições. E não seria diferente com a ciência no Brasil, sendo isso pela grande desvalorização dessa área no país e pelo enraizado preconceito de gênero nesse ambiente.

A crescente depreciação a respeito da ciência também se reflete no campo da saúde, o que pode ser visto mediante dados do DATASUS do Ministério da Saúde, os quais revelam que em 2021, a porcentagem de vacinação no Brasil foi de apenas 60,7%, cobertura vacinal muito abaixo do índice ideal, que é acima de 90%. Essas informações expõem como esse tópico tem se tornado um fator determinante nos últimos anos, uma vez que ocasiona uma maior vulnerabilidade da população a doenças já erradicadas, como o sarampo.

Além disso, é perceptível que essa problemática é maior para as mulheres, influenciado pelo fenômeno denominado Efeito Matilda, o qual diz que diversas pesquisas e produções realizadas por mulheres têm a tendência de possuir menos destaque que as efetuadas por homens. O que reflete na pequena quantidade de mulheres na Academia Brasileira de Ciências, que corresponde a 14% dos membros. A presença dessa discriminação ao longo dos anos faz com que atualmente haja um insuficiente reconhecimento das cientistas brasileiras.

Desse modo, existe uma elevada necessidade que ocorra uma mudança em relação a esse assunto. Portanto, cabe às escolas e às universidades incentivar a valorização das mulheres que colaboraram para o desenvolvimento da ciência na saúde através da criação de projetos e campanhas nesses locais. O que provocaria um maior equilíbrio entre o respeito por essas profissionais no Brasil e o discurso da ex-primeira-dama dos Estados Unidos.