ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 16/07/2022
No Brasil, as mulheres conquistaram o direito de estudar além do ensino fundamental spmente em 1827, a partir da Lei Geral. Essa conjuntura desigual, entretanto, se faz presente mesmo após quase 200 anos: as mulheres que trabalham na área da saúde são desvalorizadas, acarretando em baixos salários, condições insalúbres e esgotamento físico e mental. Assim, fica clara a necessidade de discussão do problema, que possui origem histórica e educacional.
Primeiramente, a falta de reconhecimento da mulher nas ciências da saúde advém de uma estrutura patriarcal secular. Nesse contexto, desde a colonização do país, a mulher era tida como dona de casa e restrita a esse espaço, sem liberdade de escolha e participação no mercado de trabalho. Essa estrutura opressora circula até hoje na sociedade de forma diferente, dificultando a mulher de receber reconhecimento de seu papel na nação, que vai, pelo contrário do que o patriarcado institui, além dos afazeres domésticos. Portanto, se faz evidente a urgência de medidas que rompam com esse cenário nefasto.
Ademais, é válido ressaltar que a lacuna no sistema de educação potencializa essa condição. Isso acontece porque, desde o século XX, com a implementação de um formato tradicionalista de ensino, cristalizou-se um modelo educacional que negligencia temas transversais, a exemplo de concepções de cidadania. Nessa perspectiva, com o desconhecimento da população - oriundo da escassez instrutiva - sobre a necessidade de se valorizar as mulheres nos campos da saúde, há uma invibilisação da situação de desigualdade e depreciação que esse grupo enfrenta. Como resultado disso, mantém-se o quadro de ausência de ações sociais efetivas na reversão do problema, sendo necessário o combate da falha de educação.
Logo, é imperitivo que ações que valorizem a mulher nos setores da sociedade sejam feitas. Por isso, o Ministério da Educação - braço do Poder Executivo - deve, por meio da inclusão do projeto nas Diretrizes Orçamentárias, promover debates nas escolas acerca das mulheres na saúde, ao apresentar seu impacto positivo e seus desafios, além de buscar postura ativa dos alunos na reinvidicação de melhorias nas condições de trabalho dessa parcela. Com isso, os brasileiros conquistarão um país mais democrático que a Lei Geral buscou construir.