ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 19/07/2022

Há mais de 2500 anos atrás, a medicina passou a ser exercida na Grécia, com os primeiros relatos e experimentos feitos por Hipócrates. Ao longo dos anos, a medicina passou a predominar a vida do homem, e passou a contribuir exageradamente para a evolução. Entretanto, devido à notória repulsa social pela presença feminina nas ciências da saúde e, também, ao sistema machista perpetuado pela sociedade patriarcal, houve um imenso atraso na ciência, afetando, certamente, o progresso científico.

Primeiramente, é importante ressaltar a causa dessa falta de reconhecimento da mulher na escolha de um empregado, por exemplo. Dessa forma, segundo um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54,5% das mulheres integravam a força de trabalho no país, contudo, entre os homens, esse percentual foi de 73,7%. Sem dúvida, esses dados estão relacionados com o machismo enraizado no corpo social brasileiro que, consequentemente, dificultou o reconhecimento da mulher no campo de trabalho.

Ademais, é preciso apontar que a falta de reconhecimento feminino, indubitavelmente, causou grandes atrasos no processo criativo e de produção nas ciências da saúde. Rita Lobato, primeira médica brasileira, estreou carreira apenas em 1866 e exerceu a profissão até 1925. Evidentemente, o emprego de pessoas, por muito tempo, foi relacionado ao gênero e não ao talento ou competência.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Trabalho, por meio de campanhas, promova o debate dentro de hospitais, clínicas e laboratórios, acerca da importância da presença da mulher no mercado de trabalho que, por um longo período, foi um grupo segregado da sociedade. Com isso, espera-se um Brasil mais evoluído e desenvolvido, visto que, sociedades machistas estão condenadas ao atraso.