ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 21/07/2022

A ciência moderna é um produto da exclusão das mulheres de vários campos científicos ao longo dos séculos. Por consequência, a crença de que esse campo não é um lugar para as mulheres é algo em que a sociedade brasileira é baseada. Logo, é necessário discorrer sobre grandes feitos das mulheres nas ciências da saúde brasileira, a fim de que essa crença seja confrontada.

Primeiramente, o ano de 2020 foi marcado pela devastante Covid-19 que se alastrou rapidamente pelo mundo. Assim, a atuação dos profissionais da saúde foi de extrema importância para a rápida contenção do vírus, o papel das mulheres do campo da saúde foi fundamental. Por exemplo, quando a doença atingiu o Brasil pela primeira vez, as cientistas Jaqueline Goes e Ester Sabino, ambas da USP (Universidade de São Paulo), sequenciaram o genoma do vírus em apenas dois dias depois, o que garantiu um grande avanço na produção de imunizantes. Nota-se, então, a infundabilidade do estigma sobre as mulheres no campo científico, uma vez que o feito dessas cientistas foram cruciais para a contenção do vírus.

Além disso, segundo dados de 2020 da USP, as mulheres representam, aproximadamente, 47% da população médica do país, e esse número tende a crescer. Nesse sentido, a visão ultrapassada de que essa área não é lugar para as mulheres não possui cabimento e somente causará atrasos no campo da saúde caso permaneça, seja, por exemplo, através discrepâncias salariais que prejudicam promissoras profissionais da saúde, podendo até afastá-las da área.

Diante do que foi apresentado, percebe-se a notória presença das mulheres na saúde, as quais merecem o devido reconhecimento. Logo, cabe ao Ministério da Educação, orgão federal responsável por todos os assuntos educacionais, em parceria com instituições científicas, realizar palestras em instituições de ensino, desde o nível básico até o superior, sobre o importante papel da mulher na área da saúde, as quais devem ser feitas por profissionais de saúde que sejam do sexo feminino, a fim de incentivar a presença de mulheres nessa área e combater quaisquer visões negativas que hajam em relação a isso.