ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 24/08/2022

No ano de 2020, duas cientistas brasileiras ficaram conhecidas no mundo todo por terem sido as responsáveis pelo senquenciamento genético do Corona Vírus, fator crucial para o aprimoramento das pesquisas de combate à doença. Ademais, tal fato reforça a importância do reconhecimento da contribuição feminina nas ciências da saúde no país. A partir desse contexto, é válido compreender que essa realidade ainda é frágil no Brasil, seja pela lacuna educacional ou pela desigualdade de gênero vigente.

Com efeito, é importante analisar que a educação tem papel fundamental na para a inclusão de cada vez mais mulheres nas ciências da saúde. Entretanto, fragilidades existentes no processo de aprendizagem podem atuar como fatoes limitantes na escolha das pesquisas como carreira profissional. Essa análise encontra forças no que defendeu o líder político Nelson Mandela ao declarar que a educação é a “arma” mais poderosa para mudar o mundo, ou seja, um ambiente escolar favorável à práticas científicas com aulas interdisciplinares e laboratoriais torna-se promovedor de grandes mulheres modificadoras de problemas sociais hodiernos.

Além disso, é válido ressaltar que mesmo com a crescente adesão de mulheres ao campo das pesquisas, a desigualdade de gênero ainda é muito presente no Brasil. Isso porque, num contexto cultural, uma barreira intelectual foi construída em decorrência da idealização do homem como detentor da razão e grande responsável por descobertas no âmbito científico ao longo de toda história, enquanto para a mulher associou-se a emoção, concepção essa que predomina em muitos ambientes cujos altos cargos ainda são de dominação masculina. Essa análise pode ser confirmada pelas pesquisas do Ministério da Educação, as quais apontam que embora o sexo feminino seja grande maioria nas universidades brasileiras, há um afunilamento na atuação científica atual, o que configura um país cuja disparidade é um obstáculo estrutural.

Portanto, se faz necessária a implementação de medidas visando o fim desse impasse. Para isso, cabe ao Estado favorecer a ampliação da atuação da mulher nas pesquisas da saúde. Tal ação, deverá ocorrer por meio de implantação de um projeto de incentivo às ciências nas escolas, o qual irá articular com o Ministério da Educação e comunidades, executando palestras, minicursos, apresentação de banners das próprias pesquisas dos alunos e atividades lúdicas de reprodução desse ambiente de trabalho com a finalidade de aguçar o “olhar pesquisador” e o desejo de atuação meninas na área e estimular o reconhecimento da população sobre a importância dela para uma saúde de qualidade no futuro.